quinta-feira, 24 de maio de 2012

Ninguém é insubstituível?

Tem uma frase que circula por aí, que diz que "ninguém é insubstituível".
 Isso é bobagem.
Ninguém é substituível. 
O que pode ser substituído é o que eu faço. 
Eu, Cortela, antes de existir, o universo não era assim. E quando eu deixar de ser, ele não será mais assim. Eu sou, você é, ele é, ela é parte essencial desse mistério. 
Ninguém é substituível. 
O que é substituível é o que faço aqui, o que alguém faz numa usina, numa universidade, num hospital, em casa, e outro aprende e faz.
 Agora, eu sou insubstituível. E eu não queria deixar de ser. 
Mas só tem uma maneira de continuar: continuar nos outros, com fraternidade. 
A única maneira de continuar na vida é repartir vida. Se você guarda vida com você, ela contigo vai.

(Mario Sergio Cortella, Qual é a tua obra?)

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Em Jesus Cristo, Deus mostra a capacidade humana de amar.  O Filho, encarnado e feito homem para suportar a limitação humana, faz de Sua vida uma vida inteira de amor ao outro e ao Pai.  E nos ensina a viver no amor: “como o Pai me amor, assim também eu vos amei.” (Jo15, 9) e, mais adiante, “amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” (Jo 15, 12).

O Filho Amado, Senhor da Vida, não escraviza a humanidade.  Ao contrário, a faz amiga, irmã.  Escolhe homens e mulheres para que cada um saiba que pode contribuir com a obra da criação.  E assim nos diz: “Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor.  Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.  Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça.” (Jo 15, 15-16)

Qual é o sentido profundo da palavra amor, para cada um de nós?  Hoje, é uma palavra tão banalizada, tão usada para designar relações egoístas e hedonistas, que poucas vezes lembramo-nos da sua origem divina: tudo foi criado por amor, para o amor e no amor.  Foi o amor de Deus, que não coube em si só e que expandiu dando origem a vida, porque o amor é fonte de vida.  Portanto, a experiência do amor deve ser restauradora da nossa relação filial com o Senhor para que seja realmente presente em nossas vidas a importância de sermos filhos amados por Deus.

Ainda no mesmo texto, Jesus diz: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça.” (Jo 15, 16).  O fruto esperado é a vida que somos capazes de gerar através de nossos atos; os quais, contudo, somente refletirão nossa relação com o Pai se refletirem testemunho de vida cristã, de oração e de discernimento.  Muitas vezes, como dizia Madre Tereza de Calcutá, somos o único evangelho que o outro lê, e, por isso, somos, sim, responsáveis pela implantação da paz e da justiça no mundo. Uma vez que a mensagem de Jesus chegou até nós e, tendo nos disposto a ouvi-La e praticá-La, nossos atos não podem ser vãos ou irresponsáveis, mas disseminadores da proposta salvadora de Cristo.

A esperança do cristão – virtude tão própria ao Tempo Pascal que a Igreja ainda celebra – é aquela expressada nas palavras de Jesus: “...que o vosso fruto permaneça.”  Só permanece aquilo que possui boa fundamentação, boa raiz, boa sedimentação. Assim, possamos fundamentar nossas vidas com a oração e com a constante comunhão com Deus e os irmãos. 
 (Gilda Carvalho)

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Assim, dividindo vida, anunciando e vivendo o amor, marcaremos nossas vidas. Vidas Plenas em Jesus Cristo


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Quem mais Partilhou...

Deus podia ter tudo só para Ele: - Fez o homem.

Deus podia deixar o homem sozinho: - Fez a mulher.

Deus podia esquecer a terra e oseres humanos: - Enviou seu Filho Jesus.

Jesus podia viver sozinho: - Procurou o povo.

Jesus podia ter tudo: - Partilhou com os seres humanos.

Jesus podia ser o único sábio: - Ensinou a todos.

Jesus podia ignorar os seres humanos: - Deu a vida.

Jesus podia desistir de tudo: - Ressuscitou para nos dar a vida.


(Lillyan Martins)

segunda-feira, 9 de abril de 2012


Oba, teremos mais bolo!!!
Parabéns a catequista Sueli que completa  mais uma primavera neste dia 11, ao catequista Léo que celebrará suas experiências acumuladas no dia 17, e ao catequista Harrison que completará mais um ano de vida no dia 20.

Desejamos a vocês, um Feliz Aniversário. Que Deus possa estar derramando muitas bençãos sobre a vida e família de cada um.
Também parabenizamos a todos que nos acompanham e que fizeram ou farão aniversário este mês.

terça-feira, 3 de abril de 2012

"Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? " 
Mateus 6:25,26

O Amor tem seu Tempo

A urgência dos nossos dias nos faz pensar exatamente na urgência do amor. Quando o sentimento se faz presente entre duas pessoas é muito comum a necessidade imediata de dizer: “Eu te amo”.  Algumas pessoas dizem: “Que loucura! Isso não é amor”; outras afirmam: “Pra que esperar, eu amo e digo!”.
Avaliar nossos sentimentos e todas as implicações que ele envolve também nos faz pensar que os caminhos para o amor nunca são ou estão prontos, mas certamente, passam por nossa maturidade.
A maturidade biológica nem sempre está relacionada à maturidade psicológica. As expectativas dos pais nem sempre serão concretizadas nos desejos dos filhos. Da mesma forma, o que foi vivido no passado nem sempre será válido para as experiências atuais.
Os gregos diziam que amor é “uma questão de despertar para a vida” e, com isso, nem todos despertam ao mesmo tempo, nem esperam as mesmas coisas ou se satisfazem com as mesmas coisas.
Quando se acelera o processo do amor, muitas vezes, se “mata” esse sentimento. É por isso que as pessoas não podem se casar porque os pais delas se admiram, porque as famílias se dão bem ou porque o (a) namorado (a) tem ou não tem um status, ou um tipo de estudo.
Amor requer tempo, conhecimento, – reconhecimento do que gosto ou não –, das minhas limitações e da limitação do outro.
Amor é como uma construção: escolhe-se o terreno, as fundações e a base para que a obra seja realizada, os tijolos vão sendo colocados um a um, até que a casa seja coberta e todo o acabamento interior seja feito. Depois virão os jardins, os detalhes, os cuidados.
E é por isso que o amor não pode ser urgente: uma casa feita às pressas, com material de qualidade inferior, tende a cair antes do tempo. Imaginem se os tijolos desta casa, que é o amor,  forem assentados com areia e água?
Sonhos são muito bonitos nas novelas, mas, na vida real, os caminhos não são prontos. Os caminhos de um casal se fazem pela descoberta das alegrias e das tristezas que os dois podem viver. Estes se fazem ainda pela capacidade de reconhecer no outro aquele que me faz feliz, mas não apenas a única pessoa do mundo que me faz feliz, mas que me completa em parte da vida, que é muito mais do que apenas uma pessoa ou um único motivo.
“Quem quer o amor precisa dar tudo o que tem para possuí-lo (Mt 13,44)” e é por isso que o amor exige dedicação e decisão.
Se você ainda não está pronto para isso, pense se não é tempo de se autoconhecer para conviver com o amor, mas também não espere que esteja 100% pronto para vivê-lo, pois a perfeição não existe, ainda mais quando falamos de seres humanos.
E lembre-se: para tudo existe um tempo: amor, afetividade, sexualidade, cada um deve e precisa acordar em seu tempo, até mesmo para que as experiências fora do tempo e erradas não se tornem marcas negativas no futuro.

Fonte: http://temasempsicologia.wordpress.com/